O seminário realizado na igreja Coração Imaculado de Maria, promovido pela Comissão Cultural do Conselho Pastoral de Borghetto di Monte San Vito, contou com as intervenções do Pe. Andrea Baldoni, Stefano Esuperanzi e Simone Barchiesi.
O encontro abordou a vida de Frei Francesco de Monte San Vito, missionário capuchinho que atuou na Floresta Amazônica entre 1842 e 1873, desde o seu nascimento até sua morte em Santa Maria do Araguaia.
A iniciativa nasceu da pesquisa conduzida em Roma pela historiadora Francisquinha Laranjeira Carvalho, que ao investigar os arquivos dos Capuchinhos despertou o olhar da Ordem para a relevância da figura de Frei Francesco. Esse movimento foi potencializado pelo projeto de implantação do arquivo público *aradocdigital.com.br, que trouxe resultados mais rápidos e até mesmo inesperados. Por essa razão, como destacou Francisquinha: *“Não quero ser pretenciosa, mas quero mostrar que as pesquisas provocaram esse resultado.
Esse avanço levou ao contato com Stefano Esuperanzi, que reconheceu a importância de transformar a pesquisa em um trabalho coletivo. Assim, a Comissão Cultural do Conselho Pastoral de Borghetto di Monte San Vito organizou o evento, realizado em 18 de janeiro de 2026, na igreja Coração Imaculado de Maria, na Província de Borghetto, norte da Itália.
O seminário, portanto, foi fruto de uma sinergia entre pesquisa histórica, inovação documental e sensibilidade comunitária, resgatando a memória de Frei Francesco e reforçando o valor da preservação cultural e espiritual.
Palestrantes: Pe. Andrea Baldoni, Stefano Esuperanzi, Simone Barchiesi.
BIBLIOTHECA SERAPHICO-CAPUCCINA
OPERA DELL’ISTITUTO STORICO DELL’ORDINE DEI FRATI MINORI CAPPUCCINI
SEZIONE STORICA – TOMO XVI
METODIO DA NEMBRO
O.F.M. CAP.
STORIA DELL’ATTIVITÀ MISSIONARIA
DEI FRATI MINORI CAPPUCCINI IN BRASILE
(1538? – 1889)
ROMA – 1958
INSTITUTUM HISTORICUM ORD. FR. MIN. CAP.
VIA BONCOMPAGNI 71
Resumo
Este artigo aborda as tradições culturais relacionadas ao uso do linho como vestimenta, destacando sua origem milenar, seu valor simbólico e sua presença nos sertões brasileiros — com ênfase no sertão do Araguaia, território marcado por paisagens exuberantes e práticas ancestrais. A reflexão se estende à relação entre tradição e transformação, com base em autores como Fernand Braudel, Euclides da Cunha e Francisquinha Laranjeira Carvalho.
A obra reúne documentos e memórias sobre a navegação a vapor no rio Araguaia, destacando a atuação de Couto de Magalhães e do maquinista Otaviano Esselin. Por meio de uma carta emocionante, Otaviano relembra sua juventude, os desafios da profissão e a beleza da região. O texto valoriza personagens esquecidos e oferece uma nova perspectiva histórica. É um testemunho raro sobre o Brasil Central e sua transformação.
O poema Teatro nas Águas já nasce com estrutura de canção: possui estrofes bem definidas, refrões repetidos e até uma ponte — elementos típicos da música popular. A métrica fluida e as rimas suaves favorecem a melodia, enquanto as imagens poéticas evocam sons e sensações que podem ser traduzidos em arranjos musicais. Com instrumentos como violão, flauta ou até sons da natureza, essa composição poderia se tornar uma belíssima canção regional, celebrando o Araguaia com emoção e espiritualidade.
O poema Vozes do Araguaia possui uma musicalidade natural que convida à composição. Seus versos fluem com ritmo suave e imagens poéticas que evocam sons da natureza — o vento, o canto das aves, o murmúrio das águas. A estrutura lírica e o refrão emocional “O Araguaia grita, e minha voz ressoa!” funcionariam lindamente como coro em uma canção. Com arranjos que misturem instrumentos regionais e sons ambientais, essa poesia poderia se transformar em uma música de forte apelo ecológico e espiritual.
O poema “Gritos ecoam para além dos montes” é uma ode lírica à natureza exuberante do Araguaia, onde o cenário se transforma em palco de um espetáculo divino. A autora mescla imagens visuais e sonoras para criar uma atmosfera mágica e contemplativa. Há uma fusão entre o eu lírico e o ambiente, revelando uma profunda conexão espiritual com o universo. O grito final simboliza tanto a beleza quanto o clamor por preservação e respeito à vida natural.
O objetivo central é investigar o povo Javaé quanto à ocupação e à formação do município de Formoso do Araguaia. Os objetivos específicos visam caracterizar a Ilha do Bananal com sua história, retratar o município de Formoso do Araguaia com seus projetos, verificar a participação da etnia Javaé na formação da sociedade de Formoso do Araguaia, abordar as representações dos Javaé no contexto regional frente à invisibilização de sua cultura, apontar os procedimentos metodológicos e expor os relatos dos participantes com o perfil e a visibilidade cultural.
Neste texto analisamos a implantação dos presídios militares às margens do rio Araguaia por meio dos Relatórios da Presidência da Província de Goiás que datam da segunda metade do século XIX. Buscamos entender como a construção do presídio Santa Leopoldina influenciou o povoamento a beira-rio Araguaia contribuindo, em especial, para o surgimento da cidade Aruanã.
Realização de leituras cartográficas dos séculos XVIII e XIX que cobrem a região do rio Araguaia; leitura paleográfica dos mapas; leitura de textos sobre a historiografia da região da Província de São Paulo e de Goiás; levantamento dos topônimos descritos nesses documentos; e análise do corpus a partir dos subsídios da etnotoponímia. Como fonte de dados, foram utilizados mapas dos séculos XVIII e XIX que cobrem a região do rio Araguaia, coletados na Biblioteca Nacional e Arquivo Nacional, Rio de Janeiro, em agosto de 2007 e 2008. A proposta desta pesquisa compreende realizar um estudo da relação dos aspectos etnoculturais e etnotoponímicos no processo de povoamento do rio Araguaia nos séculos XVI e XIX.
Ao longo dos anos, os diversos acontecimentos locais possibilitaram a construção de múltiplas relações identitárias das pessoas com esse elemento natural, nos levando a pensar o Araguaia como um espaço simbólico. Diante disso, o trabalho tem por objetivo compreender a relação identitária dos moradores da cidade com o rio, e com isso, se há possibilidade de percebê-lo enquanto um geossímbolo.